Óculos para crianças o que deve ter em conta antes de escolher

Óculos para crianças: o que deve ter em conta antes de escolher?

Resistência, conforto, ajuste da armação e qualidade das lentes são fundamentais nos óculos de uma criança. Saiba o que deve considerar para escolher uns óculos preparados para acompanhar a escola, as brincadeiras e o dia a dia.

Escolher uns óculos para uma criança não é exatamente o mesmo que escolher uns óculos para um adulto.

Durante um único dia, os óculos podem passar pela sala de aula, recreio, educação física, atividades ao ar livre, trabalhos de casa e, provavelmente, algumas situações para as quais nenhuma armação foi propriamente concebida.

Caem. Ficam esquecidos dentro da mochila. São retirados com uma mão. Levam dedadas nas lentes. Escorregam durante uma corrida.

E no dia seguinte têm de estar novamente preparados para acompanhar várias horas de aulas.

Por isso, quando uma criança necessita de óculos, a graduação é apenas uma parte da escolha. A armação, as lentes, o ajuste, o peso, a resistência e o conforto também são importantes.

1. A armação tem de se adaptar à criança e não o contrário.

Uma das primeiras preocupações deve ser o tamanho da armação.

Uns óculos demasiado largos podem escorregar constantemente pelo nariz. Se forem demasiado pequenos, podem exercer pressão nas têmporas ou atrás das orelhas e tornar-se desconfortáveis.

Mais importante ainda: as lentes devem permanecer corretamente posicionadas em frente aos olhos.

Não faz sentido escolher uma armação apenas porque é bonita se, depois, a criança passa o dia a empurrá-la novamente para cima.

Uma boa adaptação deve ter em consideração diferentes pontos do rosto, incluindo a largura, a ponte nasal, a posição das hastes e a forma como a armação assenta atrás das orelhas.

E existe uma diferença importante relativamente aos adultos: a criança está a crescer.

Uma armação que assentava perfeitamente há algum tempo pode deixar de o fazer.

2. Conforto é muito mais importante do que parece.

Se uma criança tiver de usar óculos durante muitas horas, estes devem ser suficientemente confortáveis para quase deixar de pensar neles.

O peso da armação e das lentes, a pressão exercida no nariz e nas orelhas e a estabilidade durante os movimentos fazem diferença.

Uns óculos desconfortáveis podem levar a criança a retirá-los frequentemente ou a resistir à sua utilização.

Por isso, quando experimentar uma armação, não basta verificar como fica ao espelho.

É importante observar se:

  • escorrega quando a criança baixa a cabeça;
  • fica demasiado apertada;
  • exerce pressão atrás das orelhas;
  • toca nas bochechas;
  • fica demasiado afastada do rosto;
  • permanece estável quando a criança se movimenta.

Uns bons óculos infantis devem acompanhar a criança, não condicioná-la.

3. Resistência: porque os óculos vão ter uma vida bastante ativa.

Os óculos de uma criança dificilmente terão uma existência tranquila.

É natural que sejam sujeitos a pequenos impactos, quedas e manuseamento frequente. Por esse motivo, a resistência deve ser considerada tanto na escolha da armação como das lentes.

Também aqui o equilíbrio é importante.

Queremos resistência, mas não à custa de uns óculos excessivamente pesados ou desconfortáveis.

Existem atualmente materiais para lentes que permitem conjugar boa qualidade ótica, leveza e elevada resistência ao impacto.

Nas soluções especificamente desenvolvidas para crianças com miopia, por exemplo, a HOYA refere que as lentes MiYOSMART utilizam um material de elevada resistência ao impacto, mantendo simultaneamente características de leveza e proteção UV. 

A escolha concreta deve, naturalmente, ter em consideração a graduação, a idade da criança e a utilização prevista.

Artigo relacionado: Lentes Oftálmicas para crianças.

4. As lentes também precisam de estar preparadas para o dia a dia.

Olhar para as lentes dos óculos de uma criança ao final de uma semana pode ser um exercício esclarecedor.

Dedadas, pó, gordura e pequenos riscos fazem parte da utilização normal.

É por isso que os tratamentos aplicados às lentes podem assumir particular importância em idade escolar.

Um bom tratamento pode contribuir para:

Maior resistência aos riscos
Nenhuma lente é completamente imune aos riscos, mas existem tratamentos concebidos para aumentar a resistência ao desgaste quotidiano.

Maior facilidade de limpeza
Tratamentos hidrofóbicos e oleofóbicos ajudam a repelir água, gordura e sujidade, tornando as lentes mais fáceis de manter limpas.

Redução dos reflexos
Um tratamento antirreflexo reduz reflexos indesejados na superfície das lentes e pode proporcionar uma visão mais transparente e confortável.

Na gama HOYA existem diferentes tratamentos antirreflexo concebidos precisamente para aumentar a durabilidade, a resistência aos riscos e a repelência à água e à sujidade. 

O tratamento mais adequado dependerá da lente e das necessidades de cada utilizador.

5. E a proteção contra os raios UV?

Quando pensamos em proteção solar para uma criança, lembramo-nos rapidamente do protetor solar.

Os olhos também devem ser protegidos.

A exposição à radiação ultravioleta é cumulativa ao longo da vida, pelo que a proteção UV deve ser considerada desde cedo.

Isto ganha ainda maior relevância quando incentivamos — corretamente — as crianças a passar mais tempo no exterior.

No caso de crianças com miopia, existem inclusivamente soluções específicas para utilização no exterior. A gama HOYA MiYOSMART Sun, por exemplo, combina a tecnologia de gestão da miopia com proteção contra a luz solar intensa e radiação UV. 

Não significa que todas as crianças necessitem deste tipo de lente. Significa que a proteção solar também deve fazer parte da conversa quando se escolhe uma solução visual para uma criança.

6. A criança deve participar na escolha da armação.

Há um fator que não aparece numa prescrição: a criança gostar dos próprios óculos.

Os adultos podem avaliar tamanho, resistência, preço e características técnicas.

Mas é a criança que vai aparecer com aqueles óculos na escola no dia seguinte.

Permitir que participe na escolha, naturalmente dentro das opções consideradas adequadas, pode contribuir para uma relação mais positiva com os óculos.

Cor, formato e estilo também contam.

Sobretudo quando os óculos deixam de ser apenas uma correção visual e passam a fazer parte da imagem com que a criança se apresenta aos colegas.

O objetivo deve ser simples:

“Tenho de usar óculos” transformar-se em “estes são os meus óculos”.

7. Não escolher uma armação demasiado grande “para durar mais”

É uma tentação compreensível.

Se a criança está a crescer rapidamente, porque não comprar uma armação um pouco maior para durar mais tempo?

Porque os óculos não funcionam como uns ténis de desporto.

Uma armação demasiado grande pode ficar instável, escorregar e comprometer o correto posicionamento das lentes.

A prioridade deve ser a adaptação atual ao rosto da criança.

Quando deixar de servir corretamente, deve ser novamente ajustada ou substituída.

8. E se a criança tiver miopia?

Aqui existe uma distinção particularmente importante.

Corrigir a miopia e gerir a sua progressão não são exatamente a mesma coisa.

Uma lente monofocal convencional pode corrigir a graduação e permitir à criança ver nitidamente ao longe.

Quando existe miopia infantil progressiva, porém, podem ser consideradas soluções especificamente desenvolvidas para ajudar a controlar a sua evolução.

É o caso das lentes oftálmicas HOYA MiYOSMART, que utilizam a tecnologia D.I.M.S. para proporcionar simultaneamente correção visual e gestão da progressão da miopia. A HOYA indica que os resultados clínicos da tecnologia demonstraram, em média, uma redução de cerca de 60% na progressão da miopia comparativamente às lentes monofocais convencionais no estudo original de dois anos. 

Atualmente existe já acompanhamento científico de utilização a mais longo prazo, com a HOYA a reportar resultados sustentados durante oito anos. 

Mas isto não significa que MiYOSMART seja automaticamente a lente indicada para qualquer criança míope.

A decisão deve resultar da avaliação da situação individual, da graduação e da evolução da miopia, com o devido acompanhamento profissional.

9. Uma graduação correta não dispensa um bom ajuste

Imagine que escolhemos uma excelente lente, com a graduação adequada, mas a armação passa constantemente metade do dia a escorregar pelo nariz.

Não estamos a tirar o melhor partido da solução.

É por isso que o trabalho não termina quando os óculos ficam prontos.

O ajuste da armação é importante e pode necessitar de ser revisto ao longo do tempo.

Se os óculos começarem a ficar tortos, escorregarem constantemente ou provocarem desconforto, não é necessário esperar pela próxima mudança de graduação para pedir que sejam verificados.

Muitas vezes, um simples ajuste pode fazer uma diferença significativa no conforto.

10. Faz sentido uma criança ter dois pares de óculos?

Em muitos casos, sim.

Sobretudo quando a criança necessita dos óculos diariamente.

Um par pode partir-se, ficar esquecido na escola ou simplesmente necessitar de reparação.

Ter um segundo par disponível significa que a criança não fica necessariamente sem a sua correção visual enquanto o problema é resolvido.

Mas dois pares também podem responder a necessidades diferentes.

Dependendo da situação, pode existir um par principal e outro de reserva, ou soluções diferentes para a rotina escolar e para determinadas atividades.

E existe ainda a possibilidade de deixar a criança escolher dois estilos diferentes.

A utilidade do segundo par dependerá sempre da graduação e das necessidades de cada criança, mas para quem depende dos óculos todos os dias, ter uma alternativa pode trazer bastante tranquilidade aos pais e à criança.

Uns óculos preparados para aprender, brincar e crescer

Os óculos infantis não vivem apenas dentro da sala de aula.

Acompanham a criança quando lê, escreve, corre, brinca, pratica desporto, utiliza o computador, está com os amigos ou passa tempo no exterior.

Por isso, escolher uns óculos para uma criança implica encontrar um equilíbrio entre qualidade visual, segurança, resistência, conforto e estética.

Na Fábrica dos Óculos – A Original, ajudamos a encontrar a combinação de armação e lentes oftálmicas HOYA mais adequada à graduação, idade e rotina de cada criança, com especial atenção ao correto ajuste dos óculos.

E durante o mês de setembro, o regresso às aulas vê-se melhor a dobrar.

Na compra de uns óculos graduados com antirreflexo para crianças e jovens até aos 18 anos, recebe um vale até 69€ para um segundo par.

Porque quando os óculos acompanham uma criança todos os dias, ter um segundo par pode ser muito mais do que ter outros óculos.

Pode significar estar preparado para continuar a ver bem.

Fontes:

A informação técnica sobre tratamentos e soluções HOYA pode ser consultada diretamente em Tratamentos antirreflexo HOYA, MiYOSMART — HOYA Vision Care, evidência científica MiYOSMART e MiYOSMART Sun

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