Óculos na adolescência ver bem e sentir-se bem

Óculos na adolescência: ver bem e sentir-se bem.

Precisar de óculos na adolescência pode trazer algumas inseguranças. Mas a armação certa pode fazer mais do que ajudar a ver melhor: pode tornar-se parte da personalidade, do estilo e da confiança de quem a usa.

A adolescência é uma fase de grandes mudanças. Muda o corpo, mudam os interesses, aumenta a independência e a forma como somos vistos pelos outros pode ganhar uma importância que não tinha alguns anos antes.

É também uma fase particularmente exigente para a visão.

Entre aulas, estudo, computador, smartphone, desporto e vida social, os olhos acompanham dias cada vez mais preenchidos. Quando existe uma alteração visual, utilizar a correção adequada é importante para conseguir realizar estas atividades com uma visão nítida e confortável.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) salienta que a visão desempenha um papel importante no desenvolvimento e nos resultados de aprendizagem das crianças em idade escolar.

Mas quando um adolescente descobre que precisa de óculos, a primeira preocupação pode não ser apenas:

“Vou passar a ver melhor?”

Pode existir outra pergunta:

“Como é que vou ficar de óculos?”

Quando a imagem começa a importar mais.

Para alguns adolescentes, começar a usar óculos é perfeitamente natural. Para outros, pode representar uma mudança significativa na forma como se veem.

Será que ficam bem? Os amigos vão comentar? A armação muda demasiado o rosto? Vão gostar de aparecer com os óculos nas fotografias?

Não devemos desvalorizar estas preocupações.

A própria OMS identifica o estigma associado à utilização de óculos como uma das questões que importa combater entre crianças e jovens. 

Um estudo qualitativo recente realizado com adolescentes encontrou experiências bastante diferentes: alguns jovens referiram sentir-se mais confiantes com os óculos, enquanto outros relataram o efeito contrário, nomeadamente por preocupações relacionadas com a aparência ou com comentários dos colegas. 

Ou seja, não existe uma única forma de viver esta mudança.

Quando os óculos ficam dentro da mochila.

Um adolescente pode saber perfeitamente que precisa dos óculos e, mesmo assim, evitar utilizá-los.

Às vezes ficam na mochila durante o intervalo. São retirados antes de uma fotografia. São utilizados apenas para ver o quadro ou aparecem frequentemente “esquecidos” em casa.

Quando isto acontece, antes de transformar o assunto numa discussão sobre “tens de usar os óculos”, pode valer a pena perceber o motivo.

A investigação sobre utilização de óculos em jovens mostra precisamente que fatores como aparência, pressão dos pares, comentários negativos e receio de ser gozado podem influenciar a adesão. 

A necessidade visual é real.

Mas aquilo que o adolescente sente também é.

Deixe-o participar na escolha.

Se existe uma idade em que escolher os óculos por alguém pode não ser a melhor estratégia, provavelmente é esta.

A armação vai estar no rosto do adolescente durante muitas horas e passará a fazer parte da sua imagem.

Por isso, deve participar ativamente na escolha.

Experimentar diferentes formatos, cores, materiais e estilos permite encontrar uma armação que seja adequada do ponto de vista ótico e confortável, mas também uma armação com a qual o adolescente goste de se ver ao espelho.

Porque os melhores óculos não são apenas aqueles com que se vê bem.

São aqueles que também apetece usar.

Os óculos também podem ser estilo.

Felizmente, a ideia dos óculos como algo que deve passar despercebido está muito ultrapassada.

Hoje existem armações para praticamente todas as personalidades.

Discretas ou marcantes. Clássicas ou contemporâneas. Transparentes ou coloridas. Minimalistas ou assumidamente diferentes.

Os óculos podem deixar de ser encarados como uma obrigação e transformar-se num elemento da identidade visual.

E talvez seja essa a mudança mais importante: passar de “tenho de usar óculos” para “estes são os meus óculos”.

Não significa que todas as inseguranças desapareçam imediatamente. Significa dar ao adolescente algum controlo sobre uma mudança que vai acontecer no seu próprio rosto.

Mas ver bem continua a ser o mais importante.

A estética importa, mas não devemos esquecer a razão pela qual os óculos existem.

Os erros refrativos não corrigidos são uma das principais causas de dificuldade visual e os óculos constituem uma forma simples e não invasiva de proporcionar a correção necessária. 

Quando a visão ao longe não está devidamente corrigida, atividades tão normais como acompanhar o que está escrito no quadro, reconhecer alguém à distância ou ver determinados conteúdos numa sala podem tornar-se mais difíceis.

Crianças e jovens a quem tenham sido prescritos óculos devem ser incentivados a utilizá-los conforme indicado. É também importante contrariar o mito de que usar óculos faz a visão piorar.

Dois estilos para diferentes momentos.

A adolescência também significa escola, amigos, passeios, festas, férias, atividades ao ar livre e muitas ocasiões diferentes.

Ter mais do que uma armação pode permitir não apenas dispor de um segundo par em caso de necessidade, mas também escolher entre estilos diferentes.

Uma armação mais discreta e outra mais marcante. Uma mais clássica e outra mais descontraída.

Durante setembro, na Fábrica dos Óculos – A Original, o regresso às aulas vê-se melhor a dobrar.

Na compra de uns óculos graduados com antirreflexo para crianças e jovens até aos 18 anos, recebe um vale até 69€ para um segundo par.

Pode ser também uma oportunidade para deixar o adolescente experimentar, escolher e descobrir os óculos com que realmente se identifica.

Ver bem sem deixar de ser quem é.

Precisar de óculos na adolescência não deve significar ter de escolher entre ver bem e gostar da própria imagem.

A armação certa deve respeitar a graduação e as necessidades visuais, ser confortável para utilização diária e, ao mesmo tempo, combinar com a personalidade de quem a vai usar.

Na Fábrica dos Óculos – A Original, acreditamos que escolher óculos para um adolescente também significa ouvi-lo.

Experimentar. Comparar. Descobrir cores e formatos.

Até encontrar aqueles com que vê bem — e com que também gosta de se ver.

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