Setembro é sinónimo de regresso às aulas. Mas não apenas para os alunos.
Para os professores, começa novamente uma rotina de aulas, reuniões, preparação de conteúdos, computadores, livros, apresentações, trabalhos para corrigir e muitas horas de concentração.
E há algo que acompanha praticamente todas estas tarefas: a visão.
Durante uma única aula, um professor pode olhar para o computador, consultar um documento, observar os alunos, ler o quadro e voltar novamente ao ecrã.
Os olhos passam constantemente do perto para o intermédio e para o longe.
Por isso, começar um novo ano letivo também pode ser uma boa oportunidade para fazer uma pergunta simples:
Os seus óculos continuam adequados à forma como trabalha?
Do computador ao fundo da sala.
A profissão de professor apresenta uma particularidade interessante do ponto de vista visual: exige uma utilização muito frequente de diferentes distâncias de visão.
Ao perto estão os livros, testes, documentos e smartphone.
À distância intermédia encontra-se normalmente o computador.
Mais longe estão o quadro, os alunos, as projeções e toda a sala.
Quando a visão está devidamente corrigida, estas mudanças acontecem naturalmente. Mas, à medida que os anos passam, mudar o foco entre diferentes distâncias pode tornar-se menos confortável.
E é aqui que entra uma palavra que muitos começam a conhecer depois dos 40 anos: presbiopia.
Artigo relacionado: Presbiopia: Porque deixa de conseguir ver ao perto e as lentes progressivas podem ajudar.
Quando os braços começam a ficar “curtos”.
Começar a afastar o telemóvel para conseguir ler uma mensagem, procurar mais luz ou sentir dificuldade com letras pequenas são situações familiares para muitas pessoas.
A presbiopia é uma alteração natural associada à idade que provoca uma redução progressiva da capacidade de focar objetos próximos. A Organização Mundial da Saúde refere que ocorre praticamente de forma universal com o avanço da idade, surgindo geralmente depois dos 40 anos.
Não é uma doença.
É uma consequência do envelhecimento natural do sistema visual.
Para um professor, contudo, pode tornar-se particularmente evidente devido à quantidade de tarefas realizadas ao perto e às constantes mudanças de distância durante o dia.
“Para ler vejo bem. O problema é quando olho para os alunos.”
Uns óculos de leitura podem resolver muito bem uma necessidade específica: ver ao perto.
Mas imagine um professor que está a corrigir um exercício e, de repente, precisa de olhar para um aluno do outro lado da sala.
Pode ter de retirar os óculos.
Volta ao papel e coloca-os novamente.
Depois olha para o computador, que está a uma distância diferente.
Esta situação ajuda a perceber porque nem todas as soluções visuais respondem da mesma forma a todas as rotinas.
A própria OMS distingue as lentes monofocais, destinadas a uma determinada distância, das soluções multifocais, que permitem às pessoas com presbiopia utilizar diferentes zonas da lente para diferentes distâncias.

Lentes progressivas: diferentes distâncias nos mesmos óculos.
Para muitas pessoas com presbiopia, as lentes progressivas permitem responder às necessidades de visão ao longe, intermédia e perto através do mesmo par de óculos.
No caso de um professor, isto pode ser particularmente interessante.
Permite olhar para um documento, passar para o computador e dirigir novamente a atenção para os alunos sem estar constantemente a trocar de óculos.
Mas nem todas as lentes progressivas são iguais e nem todas as pessoas têm a mesma rotina.
Entre as soluções de lentes oftálmicas HOYA disponíveis na Fábrica dos Óculos – A Original, encontram-se diferentes soluções progressivas Hoyalux, incluindo lentes que podem ser personalizadas tendo em consideração as necessidades visuais e o estilo de vida de cada utilizador.
A escolha deve ser feita de acordo com a graduação, utilização dos óculos e exigências visuais de cada pessoa.
Artigo relacionado: O que são lentes progressivas e como funcionam.
Muitas horas ao computador também contam.
O trabalho de um professor não termina necessariamente quando toca a campainha.
Preparar aulas, responder a emails, preencher plataformas, pesquisar conteúdos e corrigir trabalhos significa, muitas vezes, passar várias horas adicionais em frente ao computador.
A utilização prolongada de dispositivos digitais pode estar associada a sintomas de fadiga visual digital, incluindo cansaço ocular, secura, desconforto ou visão temporariamente desfocada. Durante tarefas que exigem concentração, como trabalhar num computador, a frequência do pestanejo também tende a diminuir, o que pode contribuir para sintomas de secura ocular.
Alguns hábitos simples podem ajudar:
- Manter o monitor a uma distância confortável;
- Posicioná-lo ligeiramente abaixo da linha dos olhos;
- Evitar reflexos intensos no ecrã;
- Utilizar um tamanho de letra confortável;
- Fazer pausas ao longo de períodos prolongados de trabalho;
- Aproveitar essas pausas para olhar para distâncias maiores;
- Lembrar-se de piscar regularmente.
Mas se o desconforto for persistente, não deve ser atribuído automaticamente ao computador. Pode justificar uma avaliação visual.
E se as lentes progressivas não forem a solução mais confortável para o trabalho?
Há outro ponto importante: não existe uma única lente adequada a todas as pessoas e profissões.
Um professor pode utilizar lentes progressivas no quotidiano e, ainda assim, beneficiar de uma solução diferente durante períodos prolongados ao computador ou a corrigir documentos.
Existem, por exemplo, lentes ocupacionais, concebidas para privilegiar as zonas de visão próxima e intermédia.
A HOYA disponibiliza soluções deste tipo especificamente desenvolvidas para tarefas realizadas em interiores, permitindo personalizar a distância visual de acordo com as necessidades do utilizador.
Para alguém que passa várias horas entre secretária, documentos e computador, esta pode ser uma opção a considerar.
Mas há uma diferença fundamental:
Uma lente ocupacional não substitui necessariamente os óculos utilizados para todas as atividades do dia.
É uma solução especializada, cuja adequação depende da rotina e das necessidades visuais de cada pessoa.
Os óculos devem acompanhar a profissão.
Um professor não precisa simplesmente de “óculos para ver ao perto” ou “óculos para ver ao longe”.
Precisa de conseguir passar confortavelmente do livro para o computador, do computador para o aluno e do aluno novamente para o quadro ou para o documento que tem à frente.
É por isso que conhecer a rotina de quem vai utilizar os óculos é tão importante como conhecer a graduação.
Duas pessoas com graduações semelhantes podem ter necessidades bastante diferentes se uma passar grande parte do dia ao computador e outra estiver constantemente a alternar entre diferentes distâncias.
Um novo ano letivo também pode começar com uma visão mais confortável.
No mês de setembro verificam-se horários, materiais, computadores, salas e tudo aquilo que será necessário para enfrentar mais um ano letivo.
Talvez também seja uma boa altura para verificar os óculos.
Se começou a afastar os documentos para conseguir ler, sente dificuldade em passar do computador para o longe, retira frequentemente os óculos ou termina o dia com desconforto visual, pode ser altura de perceber se a solução que utiliza continua adequada.
Na Fábrica dos Óculos – A Original, encontra acompanhamento para identificar as necessidades visuais da sua rotina e escolher, entre as soluções de lentes oftálmicas HOYA, aquela que melhor se adapta à sua graduação, profissão e diferentes distâncias de trabalho.
Porque quem passa o ano a ajudar os outros a aprender também merece começar as aulas a ver bem.


